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Projeto no Ceará humaniza atendimento a detentos portadores de DSTs

em que o médico Dráuzio Varella relatou o trabalho cotidiano de um médico voluntário no maior complexo penitenciário do país, o atendimento da população carcerária para diagnóstico e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis continua inspirando profissionais. É o caso da prática “O Cuidado Humanizado em DST/AIDS no Sistema Prisional do Estado do Ceará”, uma das finalistas da 12ª edição do Prêmio Innovare na categoria Justiça e Cidadania.

A ideia de trazer o atendimento médico, laboratorial e farmacêutico para dentro dos complexos penitenciários partiu dos responsáveis pela área de saúde dos presídios, a partir do conhecimento de 20 casos diagnosticados de HIV que não tinham qualquer acompanhamento. “Era muito difícil tirar essas pessoas de lá, precisava de revista, escolta, e então pensamos que seria mais eficaz inverter a lógica de atendimento”, contou o supervisor do Núcleo de Saúde da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado do Ceará, José Terceiro de Paiva Bezerra.

Desenvolvido por quatro profissionais – dois médicos, uma enfermeira e uma assistente de enfermagem – o projeto atua na área de prevenção, detecção e acompanhamento de doenças, inclusive quanto a aspectos sociais e humanísticos. Segundo os profissionais, o cuidado é estendido aos familiares e companheiros dos apenados, além dos agentes penitenciários e demais agentes de saúde.

Portadores – Atualmente, o projeto atende regularmente 70 portadores de HIV em dez unidades prisionais de Fortaleza e da região metropolitana da capital. Estima-se que há mais 70 casos aguardando diagnóstico. O atendimento acaba extrapolando a área das DSTs e a equipe também identifica e acompanha outras doenças, como tuberculose.

O médico infectologista Roberto Justa Pires Neto avalia que, embora a medicina tenha avançado e o conhecimento sobre as DSTs esteja cada vez mais difundido entre a sociedade nos últimos anos, a situação dos detentos com alguma enfermidade continua sendo difícil. “Já há o preconceito social com o fato de eles estarem presos e quando possuem alguma doença essa discriminação se agrava”, comentou o médico, um dos responsáveis pela prática.

Continuidade do atendimento – Um dos diferenciais do projeto cearense é a continuidade do acompanhamento dos pacientes mesmo após deixarem a prisão. “Uma vez estava andando no hospital e um paciente que conheci em uma condição muito ruim estava muito bem disposto e animado. Veio falar comigo muito animado sobre o controle da doença e dos planos que fazia para o futuro”, contou Roberto Justa.

Os profissionais esperam que, com o reconhecimento pelo Instituto Innovare, o projeto continue crescendo e possa chegar ao interior do Ceará e a outros estados interessados em reproduzir a prática. “O mais interessante é ver como ações simples de uma equipe reduzida fazem enorme diferença. As pessoas se sentem acolhidas e até mudam o comportamento para uma postura mais positiva dentro do presídio”, afirmou a enfermeira Eliana Nogueira. “Acho que também faz diferença a forma como tratamos essas pessoas, com atenção e respeito. Conhecemos todos os pacientes pelo nome”, concluiu.

Deborah Zampier
Agência CNJ 

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